sexta-feira, 3 de julho de 2009

Remakes, pra que fazê-los?



Eu sempre tive uma opinião clara quanto à esse assunto. Acredito que Hollywood chegou numa fase de falta de criatividade, onde tudo se copia, remakes são feitos e sequências são produzidas. Chega um momento que eu me pergunto: pra que? Remakes só são válidos se o original tinha potencial para ser bom, só que não foi bem aproveitado. Ai sim, faça-se o remake para melhorar algo que era ruim. Mas e quando o produto original já é bom e o remake vem para estragá-lo? Algo totalmente desnecessário! Se um filme é bom, pra que mexer nele? É o famoso "não mexe que estraga", o que ocorre a maioria das vezes.

Ontem, estava assistindo à dois filmes: Dia dos Namorados Macabro (odeio esse nome!) e Sexta-feira 13 (2009) - ambos remakes. Sobre o primeiro, não posso falar muito, pois não vi o original. Mas as pessoas falavam bem do original e, também, não vi ninguém reclamando do novo. Na minha cabeça são duas abordagens diferentes: o original foi feito em 1981, quando os filmes de terror de serial killers tinham mais efeitos sobre o público; já o de 2009 não, ele foi pensado em 3D, algo voltado ao entretenimento e mais sensorial. No fim das contas, o filme não dá medo, mas é divertido de ser ver (mesmo que seja em 2D). As cenas de morte são bem produzidas e bem explícitas, ao ponto de você pensar "Que legal!" ou dar uma risadinha de leve por não acreditar que viu aquilo.

Já o Sexta-feira 13 tem outra finalidade: melhorar o que já era bom. Apesar de muita gente falar mal, a série começou interessante, o final que desandou totalmente. Os primeiros filmes do Jason são bons e divertidos, porém, possuem alguns defeitos que eram ignorados pelo público. As pessoas sabem aonde estão se metendo quando se deparam com um filme desse, é o famoso não reclame e divirta-se. Porém, o Micheal Bay adora remexer em clássicos do terror e deixá-los mais plausíveis, por assim dizer. E foi o que ele fez com este. Juro que fiquei impressionado com a qualidade do filme, pelo menos eu não esperava tanto. Aquele Jason robotizado que só anda atrás de suas vítimas, que mata com apenas um golpe, um pouco lerdo e as vezes burro, não existe mais! Neste filme ele corre, é inteligente, usa outros tipos de armas, além do famoso facão e até sequestra suas vítimas! Aonde isso poderia ocorrer em qualquer outro filmes anterior da série? Era impensável! Pra você ter uma ideia, ele usa arco e flecha, armadilhas, fogo, machado e até possui um covil. Vemos, também, o que ele faz com o corpos das vítimas. A história corre fácil e até possui um sentido. O Jason foi completamente humanizado neste filme, o que é legal! Faz a gente pensar que ele pode ser qualquer um, qualquer pessoa. E é isso que gera o medo no público.

Outro remake que me veio à cabeça foi o Massacre da Serra Elétrica (2003), que eles conseguiram melhorar algo que, também, já era bom. Caso que não aconteceu com o Halloween de Rob Zombie, que só conseguiu estragar um clássico e ainda vai ter uma sequência (medo!). Quando é pra melhorar algo, sim, o remake é válido. Agora, se for pra estragar, melhor não fazer e usar o dinheiro pra outra coisa. Mas é um problema, pois esses executivos de Hollywood nunca aprendem mesmo.

0 comentários: